Houve um tempo em que nada nunca mudava. Havia segurança para aqueles que viviam bem, e tinham tudo o que era necessário à felicidade. Os que eram amados, sempre seriam amados, até o fim dos dias, e os que tinham paz de espírito jamais se perderiam no caminho.
Mas, também havia dor e medo, havia guerra e ódio, e isso nunca mudaria. Os que sofriam sozinhos chorariam eternamente, e sozinhos estariam até o fim. Os doentes e os fracos jamais venceriam, e os invisíveis jamais seriam vistos pela sorte. Havia dor, tristeza e desgraça... E não havia esperança.
Mas um dia algo inesperado aconteceu: Um sol vermelho nascia em meio às estrelas que brilhavam, e a noite e o dia coexistiram. Nesse momento tudo mudou pela primeira vez.
E pela primeira vez não havia segurança nos olhos dos que tudo sabiam, não existiam certezas...
Neste dia tudo coexistiu. Medo, amor, ódio, dor... Mas ainda sim, havia esperança.
A mudança pode significar perder ou ganhar...
O risco pode te levar ao fracasso, pode te por no chão ou te elevar à lua.
A importância de arriscar está em aceitar que tudo pode acontecer, pois só se arrisca aquele que acredita, e para esses sempre haverá esperança.
Ainda há esperança nos olhos de uma menina, que espera que os riscos se tornem conquistas, e, em noites como essa ela olha o céu e pede à lua que continue a brilhar, para que ela tenha a certeza que o sol existe ali, na noite escura, no céu sem fim, mesmo que não o veja, ele ainda está lá, coexistindo com as estrelas, como no dia em que tudo mudou pela primeira vez.
Ainda há esperança...
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