Você não entende, não pode compreender... Então descanse. Sente-se e observe o pôr-do-sol. Sinta o calor do verão tomar conta do seu corpo.
Os muros já caíram, as luzes já se apagaram para o próximo show. Não adianta lutar contra a correnteza mais. Não vale mais a pena lutar apenas para o deleite daqueles estranhos corpos de rostos austeros e idênticos, que nos olham atentos lá de cima da arquibancada.
Do centro, só nos resta procurar uma saída dessa piada de mal gosto. Os astros me dizem aquilo que eu já sei. Na confusão da duvida, na mesmice do clichê, eu me refugio na areia, olho para o sol que mingua pra lua... e o resto?
"A poesia é o resultado de um naufrágio à nossa própria alma, resultado de um sonho que tropeça e cai numa terra livre, pois, afinal de contas, o sonhar é talvez a última liberdade que nos resta...”.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)
4 comentários:
Das profundezas da minha alma trago o pão, o leite, o vinho. Minhas mãos absorvem o suor que sai das tuas. Meu coração é todo pranto e solidão.
Não me permito dizer o que não sei, nem o que não faz sentido. Sobre mim pesa o fardo do silêncio. Sou todo pesar e silêncio.
Olho, sombrio, ao meu redor. Não vejo senão luzes de fogos-fátuos. Sou muito mais do que um fogo-fátuo. Existencial.
Postar um comentário